Segurança
BFRI – Simple Work Management
Última atualização: 28 de agosto de 2026
1. Introdução
A BFRI é uma plataforma onde várias empresas trabalham, cada uma no seu espaço: clientes, projetos, orçamentos, ficheiros e equipa. Este texto explica, em linguagem corrente, o que está em vigor — onde estão os dados, quem os vê, o que acontece se algo correr mal e o que a vossa empresa tem de fazer do vosso lado.
Não substitui a Política de Privacidade, o contrato de proteção de dados (DPA) nem a Política de Cookies.
2. Onde estão os dados
A BFRI não tem um servidor que alguém possa invadir. Não existe um computador nosso, numa sala ou num centro de dados, ao qual um atacante pudesse ligar-se. Não há palavra-passe de servidor da BFRI nem uma máquina nossa ligada 24 horas. Cada vez que alguém usa a plataforma, o pedido é tratado e termina. (Em linguagem técnica: serverless, Cloudflare Workers.)
Os dados — projetos, clientes, ficheiros — não desaparecem com o pedido. Ficam na União Europeia:
- A base de dados está em Frankfurt, Alemanha — clientes, projetos, orçamentos, utilizadores.
- Os ficheiros e as cópias de segurança estão na Europa — documentos de projeto, imagens, PDFs, propostas.
- A ligação é sempre cifrada. Os dados guardados também estão cifrados pelo fornecedor.
3. Uma empresa não vê a outra
Um colaborador da empresa A nunca vê os dados da empresa B. Cada pedido só é atendido no espaço da empresa certa. Se a empresa não estiver clara, o pedido é recusado.
Dentro da vossa empresa há três papéis:
- Administrador — gere a empresa, a equipa, as contas e os custos.
- Técnico — trabalha nos projetos em que está envolvido. Não gere a empresa.
- Cliente do projeto — só vê os projetos a que está ligado e o que lhe é destinado. Não vê custos internos nem margens. Se alguém esquecer esta regra num ecrã novo, esse ecrã não chega a ser publicado.
As pastas de ficheiros só aparecem ao cliente se as marcarem como visíveis. O chat do projeto tem um canal para todos e um canal só da equipa (o cliente não entra). Se usarem o vosso próprio domínio (empresa.com) para o portal, só passa a funcionar depois de confirmado — um domínio por confirmar não desvia tráfego.
4. Quem entra e como
Ninguém entra sem conta confirmada. O email de registo tem de ser verificado. A plataforma pode funcionar só por convite: sem convite válido, não se cria conta.
Formas de entrar:
- Email e palavra-passe
- Código enviado por email (válido 5 minutos, poucas tentativas)
- Conta Google, se a pessoa escolher
- Impressão digital ou PIN do dispositivo (passkey) — a palavra-passe não viaja
- Segundo fator no telemóvel (a aplicação de códigos). Recomendado, e pode ser obrigatório para administradores
Se o segundo fator está ligado, o código por email não é enviado — não dá para o contornar. As contas da BFRI (super-administradores) têm palavra-passe mais exigente.
A sessão fica num cookie que o browser não entrega a sites estranhos. Só o domínio da BFRI, um subdomínio vosso (empresa.bfri.pt) ou um domínio próprio já confirmado. Contas suspensas são recusadas mesmo que alguém tente pelo endereço direto. Um link depois do pagamento só pode apontar para a própria plataforma — não para um site falso.
5. Quando a BFRI vos ajuda
Alguém da BFRI só entra na vossa empresa para suporte, para um incidente, ou se a lei o exigir. Se essa pessoa também for vossa colaboradora, usa o papel que lhe deram — não ganha poderes extra.
Ver a conta «como se fosse o utilizador» dura no máximo uma hora, não se aplica a outros administradores, e aparece um aviso no ecrã até terminar. Fica registado quem entrou, quando, e o que mudou.
6. Links que o cliente abre sem criar conta
Quem tem o link, tem o acesso. Propostas, partilhas de projeto e avaliações usam um endereço secreto, impossível de adivinhar na prática. Mesmo assim:
- Há um limite de tentativas por endereço e por rede, para travar abuso.
- O cliente vê o documento da proposta, não os vossos custos nem margens.
- Reenviar a proposta mata o link antigo. Mudar as opções também.
- Estes endereços não aparecem no Google.
Não reencaminhem o link a quem não deve decidir. A revogação está na plataforma; quem recebe o link é convosco.
7. Ficheiros
Não basta o ficheiro se chamar «foto.jpg». Olhamos para o conteúdo real. Uma página web disfarçada de documento é recusada.
Quem descarrega um ficheiro só o consegue se tiver direito a vê-lo (membro da empresa; no caso do cliente, pasta marcada como visível e projeto a que está ligado). Os endereços de descarga caducam ao fim de cerca de 24 horas.
Um ficheiro apagado fica no lixo 48 horas e depois desaparece de vez. Um envio a meio (carregou e nunca gravou) é limpo ao fim de cerca de 12 horas.
8. Cópias de segurança
Há duas redes de salvaguarda, de propósito em sítios diferentes:
- Cópia de todos os dias. Todas as noites fazemos uma cópia completa da base, noutro sítio, na União Europeia, e guardamo-la 60 dias. Serve para recuperar um dia inteiro, mesmo que o serviço da base fique inacessível.
- Recuperação das últimas horas. No próprio fornecedor da base, em Frankfurt, dá para voltar a um momento recente — por exemplo se alguém apagou algo por engano hoje de manhã. Não substitui a cópia diária: vive no mesmo sítio da produção.
Os ficheiros de projeto estão cifrados na Europa. Não fazemos uma segunda cópia periódica para outro sítio. Um ficheiro apagado recupera-se no lixo durante 48 horas. Se a vossa política exige arquivo para além do contrato, descarreguem esses documentos.
Apagar uma empresa ou um projeto tem 7 dias para arrependimento. Depois disso some da plataforma. Nas cópias de segurança pode ficar até 60 dias (o contrato de dados permite no máximo 180).
9. Pagamentos, faturas e email
- A BFRI nunca guarda o número do cartão. Quem trata do pagamento é a Stripe.
- As faturas da subscrição saem pelo Moloni, em Portugal.
- Convites, recuperação de acesso, propostas e avisos de faturação saem por email (Resend). Fica registo de que foram enviados.
10. O que fica registado
- Quando um administrador muda algo importante, fica quem, o quê e quando.
- Há um limite de tentativas de entrada, para travar quem tenta adivinhar palavras-passe.
- Se a plataforma falhar por dentro, a pessoa vê uma mensagem simples. O detalhe fica connosco, não no ecrã.
- Em manutenção, só administradores entram.
11. Outras empresas a quem recorremos
A BFRI não faz tudo sozinha. O contrato de dados autoriza estas entidades:
- Cloudflare — onde a aplicação corre (não num servidor da BFRI); ficheiros e cópias na Europa
- Neon — a base de dados, em Frankfurt
- Resend — emails
- Stripe — pagamentos (cartões não ficam na BFRI)
- Moloni — faturas, Portugal
- PostHog — estatísticas de utilização, na Europa, só se aceitarem cookies
- Trigger.dev — trabalhos longos (emails em lote, relatórios, apagar empresas)
12. Se algo correr mal
Se houver uma falha com dados pessoais:
- Avisamos a vossa empresa até 48 horas depois de detetarmos
- Avisamos a autoridade portuguesa (CNPD) até 72 horas, quando a lei o exigir
- Fica registo interno do que aconteceu
Avisar os vossos clientes finais é convosco; nós ajudamos. Para reportar um incidente: gestao@bfri.pt.
13. O que a BFRI faz — já está a acontecer
- Não há um servidor da BFRI para invadir: a aplicação não corre num computador nosso ligado 24 horas
- Cópia diária da base, noutro sítio, na Europa, guardada 60 dias
- Uma empresa não vê os dados de outra
- O cliente do projeto não vê custos internos; se alguém esquecer esta regra, o ecrã não é publicado
- Segundo fator no telemóvel, impressão digital do dispositivo, email confirmado
- Quem tenta entrar muitas vezes é travado
- Um ficheiro disfarçado (por exemplo uma página web com nome de documento) é recusado
- Ficheiro no lixo 48 horas; empresa ou projeto apagado tem 7 dias para recuperar
- Nunca guardamos o número do cartão
- Estatísticas de utilização só com o vosso consentimento de cookies
- Fica registado quem mudou o quê na administração
14. O que a vossa empresa tem de fazer
- Ligar o segundo fator nas contas, em Conta. Guardar os códigos de recuperação fora do email.
- Não partilhar palavra-passe. Preferir a impressão digital do dispositivo da empresa.
- Dar a cada pessoa o papel certo e tirar o acesso no dia em que sai.
- Não reenviar links de proposta ou de partilha a quem não deve ver. Quem tem o link, tem o acesso.
- Marcar as pastas que o cliente do projeto pode ver. Por omissão, não vê ficheiros internos.
- Os dados dos vossos clientes e colaboradores são vossos. A BFRI guarda-os por vossa conta, nos termos do contrato aceite no início.
- Se algo parecer estranho — conta acedida, link a circular a mais — avisem gestao@bfri.pt.